sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Meu Cunhado é o Bicho
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Matador de Monstros

sábado, 24 de março de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Angels Air PE
Com o sucesso da parceria entre Pastor Elídeo Tour e Noé Cruzeiros, o conglomerado empresarial Pastor Elídeo comunica a compra de uma grande empresa aérea. Com problemas financeiros, está empresa vinha caindo, e agora, com a aplicação de vários milhões de dólares, e isso quer dizer VÁRIOS MILHÕES MESMO!, pelo Pastor Elídeo, nasce a maior empresa aérea do mundo: A Angels Air PE.
Com sua frota de 1315 aeronaves, sendo, 25 Airbus A380, novinhos em folha, e um monomotor, inserido a força, no pacote, a Angels Air PE, como será chamada a partir de agora, terá rotas para todo o globo terrestre.

Palavras do Pastor Elídeo, em entrevista para a revista “Fé de Mais”:
“Vou popularizar a aviação no planeta. Aleleuia! Em cada aeronave haverá um missionário obreiro fazendo pregações. Oh Glória! Nos A380 será possível participar de batismos em tanques adaptados totalmente seguros. E todas as aeromoças também serão obreiras. Glória! ALELUIA! Cada quinzena todos os vôos serão de libertação. Exorcismo em pleno ar. AMÉM! Oh Glória!”
Agora você poderá ir a Terra Santa com a Angels Air PE, sem escalas.
Voe com que entende do assunto, voe com os anjos, voe Angels Air PE.
*Passagens aéreas em 10 vezes sem juros, só com Celestcard. Não tem ainda? Adquira o seu aqui: http://gersonbalione.blogspot.com/2012/01/cartao-de-credito-e-celestcard.html
*Dízimo incluso na taxa de embarque.
*Consulte pacotes especiais para o Paraíso.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Cruzeiro é com Pastor Elídeo Tour

terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Cartão de Credito é Celestcard
Pastor Elídeo Bank apresenta:
Celestcard

Com ele você pode pagar suas compras, dar o Dízimo e garantir o seu cantinho lá no céu.
Tudo parcelado em até 10 vezes sem juros e ainda ganhar milhas para doar ao Pastor Elídeo em suas viagens missionárias para Cancun. – Glória?
Apertou este mês?
Use o rotativo – Aleluia? – Mas não esqueça da Oferta – Amém?
Cartão de crédito é Celestcard o resto é marca da Besta
Mais um produto do conglomerado de empresas, Pastor Elídeo
Um templo sempre perto de você.
* Este cartão não é aceito em inferninhos
O desodorante que você pediu a Deus.
Você fica incomodado com o suor em dias e noites de vigília?
A pessoa ao seu lado olha feio quando você levanta os braços para louvar?
Tem vergonha quando aparece aquela rodela de suor embaixo dos braços?
Chegou o desodorante que você pediu a Deus.
40 dias e 40 noites de proteção, sem manchar sua roupa.
Deliciosa fragrância.

Pastor Elídeo Cosméticos “Melhorando a sua vida”
Mais um produto do conglomerado de empresas Pastor Elídeo
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Guilherme Tell ataca
Na cidade de Carona, Suíça (o nome da cidade é devido ao fato dos moradores ofereceram carona a qualquer um, mesmo sendo estranho e mal encarado), divisa com Lugano, outra cidade peculiar (não associar ao Jogador de futebol, ele é Uruguaio). O fato é que está cidade vem sofrendo ataques de um homem que se auto-intitula Guilherme Tell. Ele vem atacando principalmente os animais da região, isso tem tirado o sono dos moradores da pacata cidade. Veja algumas fotos dos ataques:






Na ausência da flecha o atirador usou lápis
Clique na foto para ampliar

Sobre a vítima da foto abaixo, ainda não foi confirmado a origem do ataque:

Autoridades associaram a morte do pequeno alado aos ataques do Novo terrorista, "Guilherme Tell", mas alguns especialistas afirmam que foi suicídio, pois foi encontrado um bilhete dentro da aljava (saco para carregar flechas), onde o pequenino filho de Vênus, que passava férias na cidade, demonstrava angustia e aflição, pelo amor não correspondido de Psiquê, atirando uma flecha em si mesmo. Técnicos em balística dizem que isso seria impossível, mesmo para um ser mitológico. Exames residuográficos não detectaram nada nas mãos da figura de asas emplumadas, mas sim nos delicados pés do ser. Pequenos fiozinhos da mesma pena usada na flecha, encontravam-se sob a unha do dedinho do pé esquerdo. Uma investigação na residência da vítima descobriu que o pequeno vinha participando de treinamentos intensivos de contorcionismo com um professor, ex-integrante do Cirque du Solei, que está foragido. Uma foto do professor está sendo veiculada maciçamente. Isso confirmaria a presença de resíduos nos pés do cupido, que ao torcer as pernas para trás, conseguiu atirar a flecha nas próprias costas utilizando os pés.
Quem tiver informações sobre o professor, ex-Cirque du Solei, pode entrar em contato com as autoridades locais.
Foto do Professor contorcionista

As investigações vêm sendo atrapalhadas por simpatizastes de “Tellzinho”, como alguns, carinhosamente, gostam de chamá-lo. O lance de ser flechado está virando mania entre eles, fotos são postadas nas redes sociais, nas formas mais bizarras, como você pode ver abaixo:






Uma gravação em fita K7, deixada na porta da delegacia, o Novo Terrorista promete: "Vou pegar todos de surpresa, com uma chuva de flechas, na feira de pecuária, dia 12 de janeiro de 2012, 13 horas em ponto" .
Muitas pessoas disseram visitar a feira no dia, mas que 12:45, no máximo, deixarão o local.
A produção de arcos e flechas, lanças, setas e todo material pontiagudo foram suspensos.
Pacotes de turismo para a região foram cancelados até tudo ser esclarecido e o suposto Guilherme Tell preso.
Alto risco de infecção.
Postos de saúde estão distribuindo vacinas antitetânicas até tudo se acalmar.
Qualquer pessoa portando arco e flecha, zarabatana, besta, balestra e outras, de qualquer tamanho ou material, serão consideradas perigosas; presas em flagrante; sem direito à fiança ou visita, seja esta última, de cunho intimo ou não.
Fotos retiradas da web.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Green Death - Ecoterrorismo Licantrópico vol.0
Organização Ecoterrorista?
Xingú?
Usina Belo Monte?
Mortes e destruição da natureza?
Políticos corruptos?
Uma nova raça de lobisomens?
Para entender tudo isso baixe agora - Green Death - Ecoterrorismo Licantrópico vol.0 - clique na imagem
e leia meu conto
Xingú - Quando as Forças se Unem
ESTE CONTO VOCÊ NÃO VAI ACHAR NADA ENGRAÇADO
Organização de Alfer Medeiros
Autores convidados: Alastair Dias, Amanda Reznor, Carolina Mancini, Celly Monteiro, Diego Alves, Gerson Balione, Ivandro Gore Godoy, Marcelo Augusto Claro, Mariana Albuquerque, Rosana Raven, Susy Ramone e Tânia Souza.
Revisão: Adriana Cabral
http://furialupina.blogspot.com/2011/12/baixe-gratuitamente-o-e-book-green.html
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Amor aos Pedaços
— Isso deve ser cobreiro. — disse Juscelino.
E para a benzedeira foram.
— Isso não é cobreiro. Não vou mexer nisso. — disse a benzedeira com ar de estranhamento. Já tinha visto muitas manchas vermelhas, mas iguais àquelas, nunca. — Vão procurar um médico. — disse ela.
Para uma benzedeira, mandar procurar um médico, é porque o negócio era sério.
Juscelino ficou furioso. Fazia círculos com caneta esferográfica, em torno das manchas, na tentativa de impedir que se alastrassem. Sem sucesso é claro.
Passado algum tempo as coisas começaram a piorar. Juscelino fazia o aparamento de suas unhas, quando seu dedo mindinho desprendeu-se do pé. Mas sabe como é, pessoa do interiorzão, não quer saber de médico. Colocou fumo no local e pronto. Um dedo a menos não faria falta. Ainda mais o do pé, que não servia nem para cutucar o nariz.
A situação ficou um pouco pior, quando Janilene, depois de colocar o brinco, viu ele cair junto com a orelha dentro da sua xícara de café. Mas o amor entre eles era tudo e não se abalavam com esses pequenos detalhes. O amor compensava estas pequeninas perdas. Qual o problema de ele não ter um dedinho, ela uma orelha e os dois um monte de manchas avermelhadas, que não paravam de se alastrar pelo corpo?
Certa noite, de luar prateado e estrelas brilhantes. O casal estava a fazer amor e em meio a movimentos frenéticos, de vai e vem, o falo de Juscelino desprendeu-se de seu corpo, fazendo aquele som característico de rolha saltando da garrafa, rolando para debaixo da cama. Aquilo acabou com Juscelino, que aos prantos, foi até a mercearia comprar um tubo de cola tudo. Pelo menos foi a única coisa que lhe veio à cabeça. Não queria se tornar um eunuco.— Olha Jani! Acho que ficou melhor que antes, não ficou não? Só que eu vou ter que ficar com esta fita colante, aqui, até secar. — ele aproveitou e endireitou seu falo, que era meio tortuoso.
Na noite seguinte foram testar para ver se estava tudo bem. E não é que o negócio colou mesmo. Transaram bastante. Sua mulher aprovara cem por cento. Ainda mais que havia endireitado o dito pinto, quero dizer o dito cujo. No frenesi do sobe e desce. No sobe tudo bem. Foi no desce que uma coisa horrível aconteceu. Os peitos de Janilene ficaram nas mãos de Juscelino, que os apalpava com certa força. O desespero tomou conta da moça, que via nas mãos de seu marido, toda a sua feminilidade indo embora. Foi imediatamente consolada por ele, que mostrava a ela um tubo de cola tudo.
— Põem eles um pouquinho mais pra cima! — pediu Janilene ao marido.
— Um pouquinho?
— Tá bom vai, sobe eles, uns vinte e cinco centímetros acima do umbigo.
— Agora sim! Ó, ficou, jóinha, Jóinha, parece de modelo. — disse o agora satisfeito marido.
E foi assim durante muito tempo. Um pedaço caía ali, colava outro aqui. Às vezes passavam o tempo correndo atrás do cachorro de estimação, que insistia em enterrar no jardim, as partes que encontrava pelo chão da casa. O amor foi desgastando-se, desfazendo-se. Já não transavam mais com tanta frequencia. Na última vez que o pinto de Juscelino caiu, não teve como colar, não tinha mais lugar. Guardou num pote grande de palmito depois de uma luta ferrenha com seu cachorro. Um dos peitos de Janilene ficou fora de prumo. Tudo isso começou a minar a paciência do casal, que um certo dia entraram em conflito.
— Olha só... ... eu não aguento mais catar pedaços seus pela casa! Estou cansada! Farta de tudo isso! — esbravejava ela, enquanto pedacinhos de seus lábios, eram lançados no ar, misturados a gotículas de saliva e sangue.
— É? E você! Com esse peito torto... Esse nariz empinado...
— O nariz? Foi culpa sua! Você o colou virado para cima. Agora toda vez me afogo no chuveiro. Seu capado...
— Sua... sua... Seeem buuundaaaa!
Juscelino levantou a mão, com o dedo indicador em riste, e, num movimento brusco, o dedo se soltou. Saiu voando, acertando o olho de Janilene. Aos prantos, ela assoou o nariz e este saiu no lenço. Nervosa chutou com força, no meio das pernas de Juscelino. Seu pé saiu voando junto com o saco e as bolas dele. Nervoso e ensandecido Juscelino pulou, voando pra cima de Jani, mas suas pernas ficaram onde estavam. Somente seu tronco foi pra cima da moça, que gritou. O ato de abrir a boca, para desferir o grito, fez com que seu queixo caísse, deixando um enorme buraco em seu rosto. Rolaram no chão da sala, e foram deixando pedaços de seus corpos, espalhados por todo lugar, até se desfazerem por completo.
Uma semana depois...
— JÚ???... Janiii??????... Porta aberta? Não tem ninguém em casa? Iuhuuuuu!!!!! Tem alguém aqui? Nossa que sujeira é essa? Que cheiro de carniça. Há quanto tempo eu não venho aqui. — a mulher dava pulos por sobre montes do que pareciam ser, carne e ossos. — Deve ter sido você né? Seu cachorro inútil! Deve ter fuçado no lixo, e agora está aí, escondido, embaixo do sofá. — a mulher resmungava enqua
nto recolhia os restos de carne podre e um chumaço embaraçado de cabelos. Jogava-os na lata do lixo. — Onde será que eles foram? Argh!! Você matou algum bicho e trouxe para casa, né? Seu vira latas! — o cachorro roia um fêmur, sem dar atenção ao que a mulher falava. sexta-feira, 15 de julho de 2011
O Preço de uma Cagada
Boa leitura!
— Uso, mas sabe doutor, é uma longa história...
— Pode contar, você é meu último paciente mesmo.
— Então tá bom: Hoje seria um dia normal, como todos os outros. Acordei, tomei café, me troquei e fui trabalhar. Tive que fazer serviços lá no centro. Peguei o busão e fui. Até aí maravilha. Foi por volta das onze e meia que tudo começo.
Passei em frente a uma lanchonete, daquelas típicas do centro da cidade, suja, freqüentada por personagens estranhos, balconista com as unhas sujas, e salgadinhos que parecem estar na estufa há uma semana, mas mesmo assim, vi uma coisa que há tempos não via, bolovo.
— O senhor sabe o que é um bolovo, não sabe?
— Sim!
— O doutor teria coragem de comer um bolovo, numa lanchonete do centro, suja e mal cheirosa, onde o balconista tinha as unhas pretas de sujeira?
— Não!
— É, mas eu tive, e comi. Tá certo que não era o bolovo original, pois o bolovo original é só o ovo cozido, depois empanado e frito. O da lanchonete era metade de um ovo e carne moída, empanado e frito. Se eu fosse comparar um bolovo com alguma coisa, eu o compararia a uma granada de mão, acho que seria a comparação perfeita. O cara me serviu o bolovo e quando eu vi as unhas dele, franco que sou, falei: — O senhor podia pelo menos limpar estas unhas, não precisava nem cortá-las, mas pelo menos limpá-las.
— Você vai comer minhas unhas? — o balconista perguntou daquele jeito.
— Não! — respondi sem graça.
— E o bolinho você vai comer?
— Vou.
— Então não me encha o saco!
— Peguei o bolovo, sem pratinho mesmo, só no papel, que já estava transparente de tanta gordura e não falei nada. De repente meus olhos foram atraídos diretamente para uma barata que andava sobre o balcão. Eu olhava para ela e para o balconista ao mesmo tempo. Tive a impressão que ela olhava pra mim, querendo dizer alguma coisa, sei lá, do tipo — você tem certeza que vai comer este bolovo? Assustei-me com o murro que o balconista deu na barata sem olhar para ela, em seguida ele sorriu para mim mostrando os dentes. Foi aí que eu percebi que a sujeira não estava só nas unhas do balconista, mesmo assim, mordi o bolovo, só para relembrar os velhos tempos. Enquanto mastigava o pedaço do salgado via o homem limpar, com o pano de prato, os restos sobre o balcão, da agora amassada barata. Senti que o gosto do bolovo estava estranho, mas mesmo assim, dei outra mordida e mais outra. Enquanto mastigava lembrei que minha mãe toda vez reclamava ao meu pai, que a pia estava entupida.
— O bem! A pia entupiu outra vez. — dizia a minha mãe com aquela voz fina e irritante.
Meu pai saía do sofá e vinha reclamando até chegar na cozinha.
— Cacete mulher! Por que você tira esta merda de redinha do ralinho. Por isso que esta porra entope. Tem coca-cola?
— Tem.
— Então despeja no ralo que desentope.
— Bom. Pensei eu enquanto mastigava: Se a coca-cola desentope pia de cozinha, dissolve qualquer coisa no meu estômago. — Ai Brow, me vê uma coca, mas de garrafa de vidro.
— Caralho velho! Tu é fresco hein! Só tenho de lata. Vai querer ou não?
— Dá aí vai. Abri o refrigerante e bebi quase meia lata numa golada só. Puta merda, lembrei que outro dia passou no telejornal que, em hipótese alguma era para se colocar a boca diretamente na latinha de refrigerante, porque a quantidade de bactérias encontrada nela é assustadora. Já tinha ido. Terminei de comer o bolovo e de tomar a coca, pedi a conta.
— Seis paus! — o balconista disse.
Tirei uma nota de cinqüenta e dei para o balconista. Ele retirou o dedo indicador de dentro do ouvido, analisou o conteúdo retirado do interior do orifício auricular, incrível, com a mesma mão que ele usou para me dar o salgado, matar a barata e limpar a sujeira dos dentes e cutucar o ouvido, foi a que ele usou para pegar o dinheiro. Aquilo me embrulhou o estômago. Ele me devolveu o troco, coloquei o dinheiro no bolso da frente. E pensei: O que não mata engorda. E saí.
Tinha que ir até a Rua Líbero Badaró, no prédio da Prefeitura. No caminho algo estranho se moveu dentro da minha barriga. Nossa! Assim tão rápido? Deve ser só deslocamento de ar dentro das tripas. Entrei no prédio, peguei minha senha e fiquei esperando, estava lotado.
Outra vez senti aquele movimento nas entranhas da minha protuberância adiposa e desta vez fez barulho, pois uma senhora olhou pra mim. Apenas disfarcei. Aí veio outro. Sabe quando dá aquela vontade de peidar, só que em vez do peido sair ele volta, implode. Naquela altura do campeonato eu não podia peidar, não tinha confiança nenhuma no meu cu. Vai que em vez de vento vem merda. Achei melhor apertar com força. Veio outra torção. Acho que mais pessoas ouviram o barulho, pois olharam pra mim ao mesmo tempo. Comecei a suar frio e aquele rebuliço na barriga aumentou de intensidade. — Preciso achar um banheiro. As minhas mãos estavam molhadas de suor. Foi a porra do bolovo ou a merda da latinha? Ou os dois juntos? A coca-cola não foi tenho certeza. Não sei, só sei que eu saí procurando um banheiro. Pisei no pé da velha, chutei a bengala de um velho e depois o capacete de um motoboy.
— O campeão? — balançando o corpo para os lados, chamei o segurança que estava na entrada. — Onde tem um banheiro?
— Xiii, velho! O desse andar tá em manutenção, só três andares para cima. O elevador é ali.
— Valeu! Cheguei no elevador, apertei o botão e o cu ao mesmo tempo, quase caguei nas calças, foi por pouco. Acho que meu cu estava querendo armar uma cilada. O elevador não vinha, estava entrando em desespero. Comecei a fazer respiração cachorrinho e o suor escorrendo. Achei que iria funcionar, pois quando a mulher grávida vai dar a luz, em parto normal, funciona, e uma dor de barriga não pode ser pior que uma dor de parto. Será? Acho que é, pois a respiração cachorrinho de nada adiantou. Olhei para o lado e vi a escada de incêndio, estava em manutenção. — Cacete! Decidi, então, cronometrar o tempo entre uma torção intestinal e outra. Exatos um minuto e meio. — Ah! Será que da tempo de achar um banheiro em alguma lanchonete? Eu deveria voltar lá na lanchonete onde eu comi o maldito bolovo e cagar no banheiro dos caras, assim devolveria o bolovo e a coca, mas não daria tempo de chegar até lá. Saí do prédio da Prefeitura e caminhei. Ou errei na cronometragem ou a torção veio antes. Olhei no relógio, 45 segundos, fodeu. Nenhuma lanchonete a vista. A visão já estava ficando turva. — Puta que pariu, pensei, só faltava eu cagar em plena São Bento. Vi a entrada de um edifício, daqueles históricos ou melhor, pré-históricos. Olhei para cima e vi o nome do prédio, Edifício Plenitude. — Ah! Vai ser aqui mesmo. — Entrei, não vi ninguém na portaria, vai ver o porteiro foi ao banheiro dar uma cagada. Olhei para o outro lado e vi a porta que dava acesso à escada de incêndio. Entrei. Cacete e agora, subo ou desço, não sei por que, mas achei melhor descer. Foram três longos lances de escada. E puta merda, acho que nunca ninguém havia chegado ali. O cheiro de mofo era ruim. No meio do caminho outra torção. Não vai dar tempo! Pelo amor, como eu suava. Bem naquele lance a iluminação não funcionava. Tudo escuro. Mais uma torção e aquele barulho nas tripas.
Ah! Vou cagar aqui mesmo! Abaixei as calças e aí venho o dilema. Cago no degrau de cima ou no de baixo. Se cagar de costas para a escada, no degrau de cima, e for mole, vai escorrer e me sujar. Olhei os corrimãos, um de cada lado, vai ser virado para baixo. Segurei com as mãos no corrimão, aí quis inventar né, apoiei as pernas, uma de cada lado do corrimão. Fiquei, mais ou menos, na posição de mulher no ginecologista, com as pernas abertas no suporte. Assim evitaria qualquer possibilidade de me sujar nas próprias fezes. Já pensou se eu escorrego, caio e quebro o pescoço? Meu corpo caído com a cara enfiada na merda e o pescoço quebrado. Imaginei o CSI no caso. O senhor assiste CSI?
— Não dá tempo.
— Assista um dia, o doutor vai ver que legal que é. Enquanto eles vão observando o local dos acontecimentos vão imaginando as possíveis causas da morte. No meu caso a ajudante ia perguntar pro parceiro: — A cagada foi antes ou depois da morte? — Aí ela visualiza a cena mentalmente, eu pendurado no corrimão cagando. — Vou colher uma amostra para identificar a hora da cagada. — Depois ela passa aquele cotonete na merda e coloca dentro do saquinho zip e me vê escorregando e caindo. O barulho do estralo do meu pescoço quebrado encerra a cena. — Segurei com força. E aí então veio, veio que nem uma explosão. Acho que o Big Bang do universo deve ter sido uma bela de uma cagada, será que não?
— Não sei. Por que você acha?
— Ah! Sei lá, porque o mundo tá uma merda, acho que é por isso. Aí veio uma, duas, eu me agarrava ao corrimão com força, três, o suor descia e entrava no meu olho fazendo-o arder..
— Qual olho?
— O que eu enxergo né doutor. ...mas eu não podia limpar, não podia soltar as mãos do corrimão, outra torção, nessa acho que eu gemi, quarta vez. Ufa! Foi como se eu estivesse no espaço, flutuando. Estava aliviado. Um vento gelado bateu no meu cu e comecei a dar risadas...
— Por causa do vento no cu?
— Não, foi porque lembrei do nome do prédio, Edifício Plenitude. Era onde eu me encontrava naquela hora, na plenitude. A sensação era quase que “orgásmica”, Existe está palavra doutor?
— Não, você quis dizer orgástica.
— É, pode ser também. Esperei mais um pouco pra não ser pego de surpresa, torcendo para ninguém aparecer. Seria uma situação constrangedora. Saí da posição com muito cuidado, apesar do escuro, imaginei merda para todos os lados. E aí sim é que me vi em maus lençóis. Vou me limpar com o quê. — Engraçado essas coisas. Estamos com dor de barriga, sabemos que temos que nos limpar após a eliminação do bolo fecal, no meu caso acho que a consistência foi de suco, ou no máximo uma vitamina, e mesmo assim esquecemo-nos de levar algo para a devida limpeza da região. Pensei, vou esfregar a bunda no corrimão. Melhor não, vai que uma rebarba arranha o meu cu. Vai ser na meia então. Não detesto andar sem meia. Então vai ser com a cueca. Limpeza terminada, vesti minha calça e sai deixando para trás, minha cagada fétida e cremosa, junto com a cueca esmerdeada. Ah! Uma curiosidade, não sei se já aconteceu com o senhor, mas o cheiro da cagada era peculiar. Tinha cheiro de borracha. É sério. Outro dia meu sobrinho chegou em casa com uma bola de borracha e o cheiro era igualzinho. Por que será hein?. Para não levantar suspeitas, decidi subir três lances de escada, além do térreo, e descer de elevador. Sai do prédio e agradeci o porteiro, que agora estava lá. Mal sabia ele o que eu acabara de fazer lá na escada. Olhei para cima e li novamente o nome do prédio, Edifício Plenitude, suspirei aliviado e dirigi-me ao ponto de ônibus. — Quando fui pegar a grana, merda! Cadê o dinheiro. Só me faltava essa. Perdi o troco da lanchonete, quarenta e quatro reais. Vai ver, foi na hora que me pendurei no corrimão. Sem grana decidi voltar para casa na caminhada, não tenho cara de pau de pedir dinheiro na rua para os outros... Ué! Por que o senhor está rindo?
— Ah hahahahaha! Você entrou no prédio, cagou na escada de incêndio e depois diz que não tem cara de pau de pedir dinheiro? Ahahahahahaha!.
— Não sei qual é a graça, mas continuando. A pior coisa que existe acho que é usar calça jeans sem cueca. A costura grossa raspa na coxa pelo lado de dentro, perto da virilha e embaixo do saco. Aquilo vai te assando, assando, até ficar em carne viva. E andar do centro até minha casa só podia dar nisso, como o senhor pode verificar.
— Ô? Tá rido de novo por quê?
— Não, sabe que é?... estou fazendo as contas de quanto custou essa cagada.
— Aeee tá me tirando?
— Não! É sério, quer ver só? R$ 6,00 do salgado e o refrigerante... A cueca era nova?
— Mais ou menos, estava esgarçando no fundilho e o elástico estava folgado.
— Uma cueca boa custa R$ 27,00, mais ou menos, no seu caso ela valia uns R$ 10,00, R$ 44,00 que você perdeu, R$ 25,00 da pomada que vou te receitar, R$ 3,00 do pacotinho da gaze. Qual é o seu salário?
— 700, por quê?
— 700 divididos por trinta da 23.333333... dividido por 2, vai dar 11,66666..., vamos arredondar para R$ 12,00, que é meio dia de trabalho perdido. Pa,papapapapa... deu R$ 100,00..... hahahahahaha!
— O que é R$ 100,00?
— O preço da sua cagada hahahahaha. Sua sorte é que aqui é hospital público se não... hahahahaha.
Acho que ela também comeu um bolovo antes da entrevista
Corre procurar uma escada de incêndio...
quarta-feira, 22 de junho de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Gerson Balione: TRIBUTO VAI LACRAIA
TRIBUTO VAI LACRAIA

Neste Final de Semana!
Você não pode perder!
Dois Palcos simultâneos!
Estoril - SP e Piscinão de Ramos - RJ
Várias bandas: Restart interpreta Eguinha Pocotó - Fiuk canta Vai Lacraia - Cine interpretando A Lacraia Gostosa. Banda Calypso e Calcinha Preta interpretam Bacanal, ao vivo no palco Piscinão de Ramos. E muitas outras bandas!
Dois Palcos, muita música!
E muito mais!
MC Bengala, MC Franjinha, MC Fodeu, MC Clet, MC Ebola, MC Esfrega, MC Riguela, MC Balena, MC Fão, MC Nusite.
Participação especial de MC Anureto. Você vai Morrer!
E a mais esperada!
A Poposuda! A Rainha do Pancadão!
MC Ririca - A Mulher Alho.
Você não pode perder!
Três da matina! Estoril - SP e Piscinão de Ramos - RJ
A madrugada vai Ferver!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Pinóquistein O Boneco da Ópera



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